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52 X 5 Momentos para Compartilhar

Dessa vez não vou falar de nenhum assunto mega importante nem nada para se pensar demais. Somente vi num blog esse projeto e, como sempre gostei de Top 5 e sempre gostei de projetos assim, onde você coloca coisas da sua vida (egocêntrica eu? imagina…), resolvi fazer. É um desafio, já que muitas vezes esquecemos de fazer (eu esqueço, pelo menos) e muitas das perguntas são difíceis de pensar na respostas (pois elas podem ser múltiplas), mas vamos lá. Pelo menos é semanal, e não diária, fica bem mais fácil.

Semana 1

Coisas que me fazem ficar feliz:

1. Ouvir uma música que eu amo.

2. Meus gatos.

3. Meu namorado.

4. Dançar.

5. Meus primos.

Artes e pessoas (ah vai, meus gatos são pessoas pra mim), que novidade! hahahahaha

Pra saber mais sobre esse projeto, clique aí do lado. http://devaneiosemetamorfoses.blogspot.com.br/2011/12/no-blog-em-2012.html

Beijocas e boa semana!

Kafka e Bukowski

Oi. Hoje vou escrever de algo (se minha cólica deixar) que não tem nada a ver com as agruras de se ter 20 e muitos anos. Mas como esse espaço é meu, pra eu dizer as coisas que penso e tal, e tenho pensado muito em Kafka, resolvi compartilhar isso com vocês.

Mas por que você tem pensado muito em Kafka?, vocês podem me perguntar, surpresos. Pelo simples fato de que estou tendo uma aula, maravilhosa por sinal, na faculdade em que tudo que fazemos é falar sobre Kafka, e cada vez me apaixono mais por ele. Confesso que não conhecia muito de Franz Kafka antes da aula, só tinha lido A Metamorfose (sim, aquele que o cara se transforma num inseto. argh) e tinha achado meio louco. E um pouco difícil de ler. Kafka escreve de uma maneira bem metódica, retilínea, como se estivesse escrevendo um processo burocrático, apesar do tema ser, supostamente, fantasioso. Mas se você conseguir passar por cima dessa barreira estilística, você se maravilha com o texto. E claro, ajuda conhecer um pouco mais sobre o autor pra você se maravilhar ainda mais, como tem acontecido comigo nessas aulas.

Na verdade, os textos de Kafka não tem nada de fantasia. Ok, é fantasia o fato de uma pessoa se transformar em um inseto. Mas, obviamente, isso é só uma metáfora. E como ele mesmo disse, em uma conversa com Gustav Janouch (relatada no livro “Minhas Conversas com Kafka”), não é nada legal ter besouros na família, o que indica totalmente o que ele queria dizer quando escreve Metamorfose. E Kafka faz muito isso em seus livros, ele observa o mundo e relata, em seus textos, o que vê. E ele não vê nada de bom. E é nisso que me relaciono com Kafka. Nisso que me acho totalmente igual a Kafka. Kafka era um homem que observava muito o mundo. Se chocava com o mundo. Não entendia como o mundo, e as pessoas, podiam estar daquele jeito. Ele se antecipava às coisas até, pelo jeito que estavam acontecendo, via o caminho que aquilo ia levar. E se achava totalmente pequeno e sem saber mudar aquilo tudo, que é exatamente o que acontece comigo. E é aí que entra Bukowski.

Bukowski tem a narrativa totalmente diferente de Kafka. É bem mais fluida e, admito, bem mais fácil de ler. Por exemplo, peguei O Processo de Kafka para ler, parei no começo e comecei a ler Misto Quente de Bukowski, e não consegui mais largar. Tô quase terminando e só tem 4 dias que tô lendo (sendo que um não conta porque tive aula o dia inteiro). Bukowski parecia viver no mundo. Quer dizer, ele se mantinha um pouco a parte também, porque não se dava muito bem com as pessoas (e com nada), mas ele fazia as coisas. Kafka parecia ficar mais a parte mesmo, olhando de fora. Mas, lendo os textos de ambos, percebe-se como Kafka enxergava muito mais. Ele via o amplo, não ficava só no mundinho dele, como Bukowski, que escrevia algo mais pessoal, ficava muito no individual. Kafka expandia sua visão. Escrevia sobre o mundo todo, sobre as agruras do mundo, sobre o que o mundo estava passando, e não só o que uma pessoa estava passando.

Então, pra mim, é muito mais fácil me identificar com Kafka. Além de ser meio impossível pra mim me identificar com uma pessoa que, além de escrever, só bebia, fumava, fazia sexo, gostava do submundo mesmo e não fazia questão de ser legal com os outros (e, se seus livros forem mesmo autobiográficos, não via problema algum nisso), ou seja, totalmente viciada e impossível de se relacionar (esse é Bukowski, tá gente), Kafka me é mais próximo porque também tenho sua visão de mundo. Olho o mundo e me dá nervoso o caminho que parece que estamos seguindo. O jeito que as pessoas são, em geral, me incomoda, pois parece que ninguém se importa com ninguém, e isso é desesperador. Como era pros personagens de Kafka. Como em uma de suas novelas, que ainda não li mas meu professor já comentou a respeito, onde o personagem roda, roda, roda, e roda tentando chegar a um lugar, mas não chega nunca. A vida não é meio assim? Mas não acho que a resposta seja beber até cair e se isolar totalmente do mundo, como Bukowski parecia fazer, e sim tentar fazer algo a respeito, mesmo que em mínima escala, mesmo que isso te revolte quando você tenta e vê que, muitas vezes, não consegue melhorar nada. Mas não dá pra desistir. E não dá pra tapar os olhos. Kafka queria que seus escritos fossem queimados porque os homens já tinham tristeza suficiente em suas vidas e não precisavam de algo que não iria ajudá-los, e sim deixá-los mais tristes por mostrar a realidade. Mas acho que ele fez um bem imenso escrevendo seus textos, pois a ignorância não leva a nada, só sabendo dos fatos podemos fazer algo a respeito.

E pessoas, pelo amor, não achem que tô desmerecendo Bukowski. Eu tô amando o livro dele e pretendo ler outros textos, aliás, sugiro que todos leiam. Só disse que me identifiquei mais com Kafka, como pessoa.

É isso.

Beijos e bom feriado!

Sobre Meninos

Acho que muito é dito por aí sobre o que os meninos devem fazer para as meninas. Recentemente, encontrei uma foto onde lia-se 15 coisas para os homens fazerem para deixar uma menina feliz. São elas (em livre tradução, já que estavam todas em inglês):

1. Levar café da manhã na cama.

2. Sempre falar que a ama.

3. Abraçá-la por trás sem motivo.

4. Dar-lhe flores.

5. Ser romântico.

6. Dizer que ela é linda.

7. Levá-la em encontros/passeios.

8. Ficar juntinho dela à noite.

9. Lembrar pequenos detalhes sobre ela.

10. Ouví-la.

11. Sempre apoiá-la e defendê-la.

12. Tratá-la bem e ser compreensivo quando ela estiver de TPM (ou durante a menstruação).

13. Nunca decepcioná-la.

14. Passar mais tempo com ela do que com os amigos.

15. Nunca magoá-la (never break her heart).

Se eu concordo com tudo isso? Concordo (menos a parte das flores porque não ligo muito para flores. E colocaria no lugar “fazer pequenas surpresas”, porque surpresas são coisas que eu amo). Só que não acho que sejam coisas que só os homens devam fazer (tirando a parte da TPM, claro). Acho que todos esses pontos devem ser seguidos pelos dois, pelo casal, em relação ao outro.

Às vezes, as mulheres exigem muito do homem, achando que eles devem tratá-las com o maior carinho e respeito do mundo, que devem entendê-la, mimá-la, mas esquecem de fazer o mesmo pelo seu homem (seja ele namorado, noivo, marido, ficante, etc). Eu sempre digo que, se você quer que alguém a trate de um jeito, deve fazer o mesmo. Não importa a relação que tiver na verdade, isso também vale para amizade, relação familiar, de trabalho, e todas as outras. Mas acredito que na relação de casal haja mais cobrança. e, geralmente, mais por parte das mulheres. Vai meninas, verdade seja dita, geralmente cobramos mais dos homens do que eles de nós. E quando realmente tem razão, quando fazemos a eles o que queríamos que fizessem com a gente, e eles não fazem sua parte, aí sim, claro, acho que temos todo direito de cobrar. Mas acho que algumas mulheres tem que começar a perceber se não estão somente cobrando, sem fazer a sua parte, sem ser um par legal também.

Não acho que os homens devem levar a culpa nem ser responsabilizados por tudo. Nós também temos os nossos deveres. Se continuarmos cobrando deles sem cobrar de nós mesmas, toda nossa luta por nossos direitos vão ter ficado lá atrás. Não queríamos igualdade?

E se você quer ser tratada bem, deve ser o modelo, o exemplo. Se você não fizer, não for uma namorada/noiva/esposa/ficante legal, que seja companheira, compreensiva, que apoie, que defenda, que ame, como pode cobrar dele isso?

Acho que era isso que eu queria falar. Foi um post simples, pequeno, mas é que vejo tanto as mulheres reclamando por aí, que resolvi sair em defesa dos homens porque, às vezes, elas estão reclamando sem motivo, e sem poder reclamar, porque também não agem.

Eu sei que posso reclamar porque sou uma namorada ótima e faço tudo isso aí da lista acima. hahahahaha Modesta, né?

Beijos!

Livia

Felicidade

“Eu já fui mais feliz”

Quem já não pensou isso? Bem, eu já pensei. Na verdade, eu sempre penso. E eu sei exatamente a época em que fui feliz. Foi do meio pro final de 2009 até o final de 2010. Aí veio 2011 e ferrou minha vida. E até hoje não consegui voltar ao que era. Eu fico tentando muito pensar o que eu fiz na época pra ficar feliz. Porque eu sempre fui uma pessoa triste. Ok, não triste, mas com tendência a depressão e a ficar calada, sozinha, desanimada. Sabe aquelas pessoas que estão sempre sorrindo, conversando, que são divertidas e todo mundo acha isso? Então, não sou assim. Morro de inveja dessas pessoas e sempre quis ser igual a elas, mas não consigo. Mas nesse período citado, eu era assim. Não o tempo todo, mas ficava mais tempo feliz do que triste. E fico querendo entender como isso aconteceu. Sempre relaciono minha alegria da época ao Mcfly. sim, ao grupo de música Mcfly. Quando os conheci melhor, e vi vários vídeos, e conheci o modo de vida e o que eles apoiavam, de viver do jeito que você quer, sorrindo, sendo feliz sem ligar pros outros, parecia que eu tinha descoberto um mundo novo. E eu vivi nesse mundo por bastante tempo. Lembro até de, na época, dizer pra algumas amigas que elas não eram felizes porque não queriam, que era só querer ser feliz e fazer por onde que seriam. E eu queria. E eu era. Acho que foi até por isso que deu certo com meu namorado, porque o conheci nessa época boa da minha vida, onde tava tudo sempre bom e eu estava sempre feliz. Daí, claro, continuei feliz porque estava namorando, algo que sempre quis. E começo de namoro é sempre maravilhoso, né. Daí o tempo foi passando, preocupações começaram a ocupar minha cabeça, neuroses minhas começaram a aflorar, e toda essa minha animação, essa alegria, foi passando. Até que entrei num emprego que me destruiu completamente. Acabou com minha auto-estima e com o jeito que eu levava a vida, sem contar que afetou muito minhas relações. Daí por diante foi difícil. Até porque aconteceu muita coisa de ruim em 2011, pessoas se afastaram, enxerguei coisas que eu só não via porque não queria ver, e etc. Vi o ano de 2012 como uma nova chance de ser feliz, sabe, ano novo, nova vida, nova tentativa. E tô tentando. Tentando eliminar as coisas ruins dela, me aproximando mais do que me faz bem, e isso inclui pessoas também.

Mas, por enquanto, não tá adiantando muito. É, eu sei, eu sou imediatista. Quero que tudo aconteça rapidamente e as coisas não são assim. Elas demoram pra se acertar. Mas ainda assim fico querendo. E me perguntando se tô fazendo as coisas certas pra ficar com a vida mais do jeito que eu quero, que é só assim que acredito que conseguimos ser felizes, quando agimos de acordo com o que queremos e ansiamos pra gente. Nem sempre conseguimos, mas só o movimento de tentar te dá esperança, te dá força pra viver, pra mover mais ainda. E sempre, sempre a época em que fui feliz volta a minha cabeça e fico me perguntando como aquilo aconteceu.

Bem, talvez o movimento não seja esse. Talvez tenhamos que, não tentar voltar ao passado, tentando revivê-lo, mas fazer um futuro. Mudança. Algo tão difícil mas que é o que move o mundo. Mudança, mas sem deixar de lado as coisas boas pra você. Acho que só dá pra ser feliz tentando fazer coisas que nos deixem felizes. Isso é meio óbvio? Sim, mas muitas vezes esquecemos e tentamos fazer o que é certo, o que vai agradar o outro, o que temos que fazer, e esquecemos do que queremos.

Acho que talvez seja melhor parar de olhar pro passado. O melhor seria olhar pro presente. Viver com calma, um dia de cada vez. Pensando no futuro, mas não só no futuro, sabendo viver os momentos bons do presente. Talvez seja essa a felicidade de verdade.

Não sei, mas sei que vou continuar procurando. Mesmo, por enquanto, achando difícil de achar.

Mas um dia ela aparece, né?

Ócio

Eu não sei vocês, mas eu tenho uma paranoia absurda com o tempo. Ou melhor, com o tempo livre. Ou melhor ainda, na forma em que administro meu tempo.

Nem sempre fui assim. Nem sempre precisei estar fazendo alguma coisa em todos os segundos em que me encontro acordada. Antes, por exemplo, eu não me importava em dormir muito. Agora, se durmo além das 09h, me acho perdendo tempo, mesmo se eu estiver realmente precisando de uma boa dormida.

Não consigo mais ter tempo livre, tempo de ócio. Até tenho, mas me sinto inútil. O que era pra ser prazer, me vem cheio de culpa. Se fico o dia inteiro deitada lendo um livro, me sinto culpada por não estar fazendo algo mais útil. Se passo 1 hora na frente da TV, quase me bato por ser uma preguiçosa. Não sei mais ter tempo livre e não fazer nada. Pra mim, cada segundo acordado deve ser gasto fazendo algo útil, algo que será utilizado por mim no futuro. E sim, eu sei que uma boa leitura será de grande aproveitamento e me acrescentará muito, fazendo assim que eu seja uma pessoa melhor e tenha mais experiências no pacote. Mas não, pra mim isso não serve mais. Só o que serve é estar fazendo algo para minha vida profissional, é não estar parada, é me mover, me sentir correndo atrás, sentir que estou caminhando para o meu futuro. E claro, por causa dessa pressão toda que coloco em mim, acabo não fazendo nada. Não sei por onde começar ou como começar, tanta é a pressão que não consigo pensar (exatamente o que acontece quando converso com as pessoas- sim, com todo mundo, inclusive com você que está lendo esse post, mesmo se seu nome for Raphael ou Isabel ou Marina. Fico tão nervosa, com medo de não agradar, que acabo falando um monte de merda ou não falando nada. Mas isso não é assunto pra agora).

Não sei em que momento isso começou. Como eu disse, nem sempre fui assim. Eu adorava passar um dia lendo, escrevendo, indo no cinema, vendo tv e ouvindo música, esse era meu dia favorito. E pra mim, que sempre quis ser escritora, era ótimo, porque recolhia muito material pros meus futuros escritos. Agora não consigo mais fazer isso. Agora só consigo pensar no amanhã, e que no futuro meus pais não estarão mais presente, e que qualquer coisa pode acontecer a qualquer momento, por isso eu preciso estar prevenida, preciso saber de tudo, como tudo funciona, preciso ter um emprego, preciso saber me sustentar sozinha, por isso preciso sempre fazer algo relacionado ao meu futuro pra me garantir. Tempo é dinheiro, bem isso mesmo.

Isso me assusta um pouco. Primeiro, porque nunca dei importância a dinheiro e agora me vejo dando uma importância absurda. Não me entendam mal, eu não quero ser rica nem nada disso. Quero ganhar dinheiro suficiente pra conseguir me sustentar e ter um mínimo de lazer (nem me importo tanto com conforto, o que eu quero mesmo é um cineminha e uma viagem de vez em quando, quando der).Por isso venho pensando tanto nesse assunto, sendo tão paranoica, não conseguindo ter lazer, tempo de ócio (bem, não sem me sentir culpada, pelo menos).

Me assusta também por ter medo de continuar assim pra sempre e não conseguir mudar. Me perdoem por estar sendo tão sincera e estar contando uma coisa mais particular, mas criei esse blog pra contar as coisas que acontecem comigo mesmo para, se acontecer também com outras pessoas da minha idade (ou até de outras), elas não se sentirem sozinhas e compartilharem experiência e até dicas de como mudar (ou não mudar).

Enfim, sei que esse post está um pouco confuso, mas acho que, na verdade, ele é um pouco pra falar de prioridades. Do que é realmente importante. Será que é realmente importante viver nessa neura constante atrás de um futuro, se você não tá sendo feliz? Ás vezes queria entender porque a gente escolhe não ser feliz. Porque eu podia simplesmente parar de sentir tanta culpa e viver na base do possível, e não do que eu queria que fosse e não me cobrar tanto. Mas é algo que foge de mim. Eu até tento, mas não consigo. Mas até quando vale a pena viver mal, tentando atingir um futuro que você nem sabe se vai chegar? Dá pra entender?

Ah, não sei. Acho que esse post foi mais um desabafo, porque eu tô cansada de me cobrar tanto e de não conseguir mais ter tempo de ócio sem me sentir culpada. E queria pedir, muito muito, muito mesmo, pra vocês contarem suas experiências em relação a isso. Pode parecer bobo, mas faria um bem danado pra mim. Façam a boa ação do dia de vocês hoje. hahahahaa

Beijos.

Livia.

Escolhas

A perfectibilidade é irreal. Não existem pessoas perfeitas. Não existem pessoas felizes o tempo todo, ou seja, não existe felicidade plena. Não tente alcançar alguma dessas coisas, pois você nunca vai achar.

Mas você pode tentar ser feliz, não pra sempre, mas pelo tempo que der. Você pode tentar fazer algo que você goste na vida. Mas como, quando você também precisa pensar na praticidade das coisas?

Algumas pessoas tem sorte. Algumas pessoas amam fazer coisas que também pagam bem, que vão facilitá-las a ter estabilidade em suas vidas. Mas, infelizmente, outras pessoas (e creio que a maioria) não tem essa sorte. E é delas, por ser uma delas, que eu vou falar hoje.

Você tem sonhos. Você tem mil projetos. Você tem várias idéias que gostaria de colocar em prática. Só tem um porém. Você não tem dinheiro pra colocá-las em prática. Ou você não tem tempo de colocá-las em prática, porque está trabalhando e/ou estudando em outra coisa que não te permite colocá-las em prática. Porque nem sempre é possível conciliar seus sonhos com suas obrigações. E isso te deixa triste. Isso te deixa muito triste. E você fica angustiado. E você não sabe o que fazer.

Infelizmente, eu não tenho uma solução. Queria muito ter, porque aí eu teria a solução pros meus problemas também. Eu só to aqui pra compartilhar a minha experiência e te mostrar que você não é o único que sofre sozinho no mundo. É, assim bem drama Queen mesmo.

Eu acho que a gente tem escolhas a serem feitas. Podemos tentar escolher o que é mais importante pra gente. Podemos esquecer da parte do dinheiro, que temos que ser estáveis, que temos que ser independentes, que temos que nos virar sozinhos e não ficar pra sempre (ou pelo menos um bom tempo, maior que o normal) dependentes de nossos pais, e focar nos nossos sonhos, nas nossas idéias, nos nossos projetos. Com certeza, assim seremos mais felizes. Ou não, isso depende de cada um. Aí, feita essa escolha, a coisa é entrar de cabeça e dar tudo de si pra chegar ao seu objetivo, não importando os tropeços, os nãos que podemos receber, as falhas, não importando nada. Se eu tivesse coragem e menos culpa, eu escolheria esse caminho. Mas eu não tenho coragem e me sinto muito culpada por, até hoje, não ser ninguém e continuar enchendo o saco de pais e namorado (os que mais sofrem) e os poucos amigos que tenho. Então escolhi o caminho número dois, que acredito ser o que muitos de nós, pessoas de 20 e muitos anos, escolhem, exatamente por já terem 20 e muitos, e não 20 e poucos anos.

O caminho da praticidade. Mais que praticidade, o caminho do que tem que ser feito (vocês perceberam que não consegui encontrar uma palavra certa, né?). É um caminho que não podemos denominar de mais fácil, porque é muito difícil, difícil até demais, abdicar de seus sonhos para fazer o certo. Mas é um caminho que os não afortunados e que não podem se dar ao luxo precisam seguir. A gente precisa ganhar dinheiro. A gente precisa ter um salário. A gente precisa fazer a nossa vida, ela tem que acontecer, senão o que vai ser do nosso futuro? Então escolhemos deixar os sonhos maiores de lado, e trabalhar em algo que nos sustente. Que vá nos ajudar no futuro, e até no presente. Porque não dá pra viver achando que a qualquer minuto as coisas podem melhorar e que vamos conseguir tudo que desejávamos quando mais novos. A vida não é mamão com açúcar, ela não é cor de rosa. Então, mesmo que estejamos trabalhando dentro de nossa área, temos que trabalhar em algo que não amamos tanto, que não nos dá tanto prazer, porém é o que vai nos ajudar a crescer. Ou então temos que trabalhar em algo que não tem nada a ver, escolher alguma coisa pra trabalhar, para que nos dê sustento. Pelo menos nesse início de vida.

Eu luto constantemente com essa escolha. Até porque, essa foi uma escolha feita há muito pouco tempo. Por um longo período, eu corria atrás dos meus sonhos, ou pelo menos tinha eles na minha cabeça, sem pensar que um dia eu teria um futuro. Eu vivia no agora. O imediatismo sempre foi uma característica muito forte minha, minha mãe que o diga. Mas uma pessoa apareceu na minha vida e me mostrou que não era possível viver assim, que a gente tinha que crescer e ganhar dinheiro, porque nossos pais não estarão aqui pra sempre e, verdade seja dita, é ridículo você ter 20 e muitos anos e ainda ser sustentado por seus pais inteiramente. Então escolhi o outro caminho. É verdade que não esqueci totalmente meus sonhos. Tanto que mandei meu livro pra um concurso na esperança de que ele fosse publicado, e ele foi. Porém, eu sei que não se vive de livros no Brasil, então tive que correr atrás de algo que me desse sustento. Eu gosto da faculdade que fiz? Não. Mas não tenho mais tempo de correr atrás das coisas que amo, como fotografia, música, cinema, talvez até uma faculdade de jornalismo. Mas não dá, senão quando eu começaria minha vida? Então tive que escolher o caminho mais difícil pra mim, porque abdicar dos meus sonhos é a coisa mais difícil que eu faço todos os dias. É dolorido, e às vezes (lê-se sempre), me faz indagar se vale a pena viver conseguindo me sustentar, porém triste. Mas é a vida. E, se você também faz isso, saiba que não está sozinho. E compartilhe abaixo, nos comentários, sua experiência.

Só pra terminar, queria deixar um vídeo que achei muito bom, que fala um pouco sobre o trabalho e a felicidade, acho que tem a ver com o tema e vale muito a pena ser visto. http://vimeo.com/29071898

E quem sabe, daqui uns anos, eu (e você) consiga fazer o que realmente amo?

Beijocas!

Livia.

Pessoas

O tópico a se comentar de hoje é polêmico (mas não são mamilos. pq acho que só homens vão entender esse comentário?).  Algo muito comum de se acontecer quando se tem 20 e muitos anos é se afastar de pessoas que você costumava contar e ver/falar todos os dias antes de chegar nessa fase complicada. Muito dizem que isso é normal. Cada um começa a traçar seu caminho, procurar seu lugar, cada um fazendo uma coisa diferente, trabalhando, estudando, se mudando, etc e tal. Eu discordo. Ok, é muito mais do que comum você não ver/falar todo dia com as pessoas que você costumava ver/falar todo dia. Porém não é nem um pouco normal você só ver/falar com essas pessoas, que você sempre considerou amigonas, 1 vez por mês. Ou 1 vez por semestre. Ou 1 vez por ano. Me desculpa, mas vidas diferentes não significa esquecer do outro.

Não acho que, só porque nós crescemos, criamos responsabilidades e estamos com a vida atribulada, devemos esquecer das pessoas. As pessoas fazem as nossas vidas, sem as pessoas não somos ninguém. E o que dizer das pessoas que passaram grande parte da nossa vida com a gente, que sempre estavam junto, que deram força em momentos ruins? Elas são importantes. Por isso, não faz sentido nenhum você simplesmente se esquecer delas quando sua vida fica agitada. Se isso acontecer, é porque você nunca teve valor pra essa pessoa. Ou se teve, já não tem mais. Porque não é difícil mandar mensagem, ligar, mandar e-mail, escrever uma carta, tentar se reunir uma vez por mês, sei lá. Qualquer coisa simples, já que não dá mais pra se ver com tanta frequencia. Se nenhum desses esforços é feito pelo seu suposto amigo, vai por mim, é hora de cortar laços, porque você já não vale mais pra essa pessoa. Porque não é difícil fazer esses simples passos, eu sei, tenho exemplos a minha volta. É possível, e muito, só querer e ter amizade e se preocupar com o outro, que você faz. Se não faz, é porque já não mais se preocupa.

Pessoas são importantes, você precisa fazer um esforço pra mantê-las na sua vida. Senão, quando você menos perceber, vai estar sozinho. Então, mesmo nas confusões dessa nossa vida de 20 e muitos anos, não se esqueça das pessoas que realmente importam. Mas se você corre atrás e as pessoas não te dão valor, não implore migalhas, simplesmente dê valor aos que também te dão valor.

Livia


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