Festival do Rio- Dia 4.

Ontem fui ver “007 contra o satânico Dr. No”, parte da programação na praia de Copacabana do Festival do Rio. Antes quero dizer que adorei essa iniciativa de cinema na praia porque, além de ser gratuito, dá um clima todo especial ao momento. Pra mim, além do filme, foi divertido e interessante ver como as pessoas se comportavam numa sessão de cinema na praia. Como é um local menos formal, as pessoas ficavam mais descontraídas. Reagiam muito mais às cenas do filme: riam quando tinha alguma cena engraçada (ou quando a falta de tecnologia deixava a cena tosca), nas cenas mais sensuais faziam aqueles típicos sons de amigo que zoa o outro quando fala de algo mais safado, se chocavam mais em alguma cena mais tensa. O legal é poder ver a reação de todo mundo e perceber que você não está sentindo aquilo sozinho, como acontece no cinema, onde no máximo você vê a reação de quem foi com você, se isso. Mas as reações não atrapalham, como muita gente podia pensar que atrapalhasse. As pessoas todas agiram de forma educada. Ninguém gritava (exceto uma criança que começou a chorar de sono, mas logo foi controlada pela mãe), ninguém arrumou confusão, foi tudo muito civilizado. A única coisa que incomodou foram os fumantes de cigarro e maconha, mas isso já era de se esperar, até porque fumantes não são nem um pouco educados, né (sim, eu acho que fumantes devem fumar somente sozinhos ou perto de pessoas que saiba que não se importam com o cigarro, não importa se o lugar é aberto ou fechado). E outro infortúnio foi um cantor que estava tocando em um quiosque ali perto e dava pra ouvir ele cantando, o que atrapalhava um pouco. Eu, particularmente, tive problema em me concentrar devido a toda movimentação da praia. Se passava avião, eu olhava. Se eu ouvia um barulho mais forte, também. Mas isso porque eu tenho muita dificuldade de atenção, e não consigo manter o foco em algo se há muita distração em volta. Mas mesmo assim, isso não me impediu em nada de compreender o filme, que gostei muito. Foi o primeiro filme do James Bond que vi (sempre achei que não fosse gostar porque não é meu estilo de filme), e valeu bastante a pena ver, não somente por todo o clima de cinema de praia. Temos que considerar, lógico, que era outra época (o filme é de 1962), então a tecnologia que eles tinham disponível era outra. Comparando com agora, os efeitos e até mesmo a atuação em alguma partes é meio risível. Mas o enredo é interessante, e Sean Connery era mesmo bonito (porque agora, né, ninguém merece). Meu pai foi comigo e disse que, na época em que o filme foi lançado, foi um escândalo por causa do tamanho do bíquini da bondgirl Ursula Andress, que agora é enorme pra gente. Por isso que não dá pra ver filme antigo com os olhos de hoje, temos que tentar voltar àquela época e perceber seus feitos. Com certeza, todos os efeitos eram muito impressionantes para as pessoas da época.

Sem contar que, gente, é o primeiro filme de uma série que se tornou clássica e de muito impacto na indústria cinematográfica, então poder vê-la no telão foi algo indescritível, mesmo com todos os estresses que passei antes das minhas companhias chegarem (eles sabem quais foram).

 

 

At praia.

Ah! Organização ótima, com cadeiras de praia pra alugar e várias comidas vendendo. Só achei totalmente sem noção um homem vendendo caipirinha no meio do filme! Gritos no meio do filme, ninguém merece!

 

Roupa de Festival.

Bond. James Bond.

Blusa da C&A, calça ACHO que também. Ou da Renner.

Detalhe do meu All Star mega velho (acho que foi o primeiro que comprei), por isso sujinho.

Cordão de um quiosque do mini shopping que tem na Praça Saes Peña.

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Festival do Rio- Dia 3.

Hoje foi um daqueles dias em que fui ver o filme por causa do ator que estava nele. Sim, eu faço isso e não tenho vergonha alguma de admitir. O ator em questão é Gael García Bernal que, juntamente com seu parceiro profissional e amigo, Diego Luna, eu sou completamente louca e fazia tempos que não via nenhum filme com eles. Infelizmente, não achei nenhum filme com o Diego (que é meu preferido entre os dois, apesar de Gael ser o melhor ator), mas fiquei muito feliz quando me deparei com Planeta Solitário, com Gael.

Mais uma vez (acho que estou com sorte nesse festival), eu gostei do filme. Mas não é um filme que qualquer um gosta, quando ele acabou, ouvi várias pessoas falando mal. Conta a história de um casal que está prestes a se casar (Gael e Hani Furstenberg) e está viajando pelo mundo, pelos países mais diferentes e menos lugar comum. O país em questão, onde estão no momento, se chama Georgia (que eu, na minha ignorância, nunca havia ouvido falar) e eles contratam um guia pra escalar as montanhas do Cáucaso. Talvez para evidenciar a tamanha beleza do lugar, o filme quase não tem diálogos, e se consiste quase totalmente nos 3 (casal e guia) subindo a montanha, por isso, não é um filme muito rápido, o que pode afastar alguns. Mas eu posso te garantir que diálogos e velocidade não são nem um pouco necessários para o entendimento do filme. Tem um evento chave no filme, que não vou contar senão estraga tudo, que muda toda a dinâmica do trio. E é incrível como os três atores, juntamente com a escolha dos ângulos a serem mostrados (fotografia impecável!), passam tudo o que estão pensando e sentindo só com suas expressões faciais e movimentos. Eu achei o filme uma incrível leitura do comportamento humano, porque tudo que acontece é extremamente humano. Eu sou meio fã de coisas (filmes, livros, etc) que mostram os relacionamentos, que nos fazem pensar como as pessoas se relacionam, e como os sentimentos são peculiares. Sim, garota análise total, acho que esse é o resultado de 10 anos de terapia. E esse filme faz isso, além de mostrar costumes que você com certeza não saberia por outro lugar (a não ser que visitasse o país). E que lugar lindo! Sério, não dá pra perder esse filme não. Pena que hoje foi o último dia dele no Festival, espero que saia no circuito normal aqui depois.

Ah! A diretora, Julia Loktev, é russa.

 

Roupa de Festival

Vestido da Q Vizu, Sapatilhas New Order. A blusa de dentro é muito antiga, então não sei onde comprei.

 

 

As sapatilhas. Meeeeeeeeeeeeeeeega confortáveis!

 

 

Detalhe do brinco, que eu não faço ideia de onde é, mas é o meu favorito entre todos os que tenho.

Q Vizu: http://www.qvizu.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=22&Itemid=53

New Order: http://www.neworder.com.br/lojas

 

Festival do Rio- Dia 2.

Segundo dia de Festival e vi dois filmes. Eu tô tendo muita sorte com os filmes que escolhi, porque tanto o de ontem quanto os de hoje foram muito bons. Acho que gostei ainda mais dos de hoje. O bom do Festival é a tamanha diversidade de filmes que tem, e de nacionalidades. Se eu pudesse, via um filme de cada país. Enfim, chega de falação e vamos aos filmes.

O primeiro filme que vi hoje foi “18 Comidas“, um filme espanhol, ou melhor, galego, com diversas histórias onde a comida sempre está presente de alguma forma. São várias pequenas histórias, com vários personagens, que às vezes se cruzam, às vezes não. O legal é que em nenhum momento você se perde entre os personagens, mesmo eles sendo vários. E todos eles muito interessantes. Saí do filme querendo que tivesse um filme pra cada uma das histórias, pra que eu soubesse mais da vida de cada personagem, o que aconteceu antes daquele episódio particular, e o que vai acontecer depois. Obviamente, alguns personagens são mais cativantes, outros mais emocionantes. Eu gostei particularmente do casal Sergio e Victor. E do Vladmir. E do Edu. Podia muito ter um filme pelo menos pra esses personagens. Eu gostei muito mesmo desse filme. E uma coisa que a narração do início do filme diz, e é totalmente verdade, é que a comida não é somente algo que se come, existe toda uma situação em volta dela, uma atmosfera, é um acontecimento. Por isso achei tão boa a ideia de fazer um filme onde tudo de passa durante alguma refeição, principalmente porque adoro comer! Ótimo mesmo!

O segundo filme que vi provavelmente vai lançar daqui a pouco no circuito, mas eu não podia deixar de ver um filme com Andy Samberg, que eu adoro desde a primeira vez que vi no Saturday Night Live. E fiquei ainda mais feliz quando vi o Elijah Wood no elenco também! “Celeste e Jesse Para Sempre” é sobre um casal que se conhece desde sempre, são melhores amigos, ficaram casados por 6 anos, mas estão separados a 6 meses, apesar de sempre se verem. Na verdade, eu não posso falar muito desse filme, porque acho que não consigo falar dele sem dar spoiler. Mas posso dizer que é um filme maravilhoso, nem um pouco cliché, com um roteiro ótimo, atuações maravilhosas e uma trilha sonora que dá vontade de chegar em casa e correr pra baixar. Além disso, a única coisa que posso falar é: VEJA! Aliás, veja os dois filmes, você com certeza não vai se arrepender nem um pouco. Mas Celeste e Jesse vocês vão ter que esperar estrear no circuito, porque n Festival, hoje foi seu último dia.

18 Comidas: 06/10- 17:30- Estação Sesc Barra 1.

 

Roupa de Festival

 

Camisa da Angel,  Calça Jeans ACHO que da Opção. Ou da C&A, realmente não lembro.

 

Detalhe da blusa.

 

 

Sapatilha linda de gatinho da Imporium.

Angel: Tijuca OffShopping (R. Barão de Mesquita, 314)- Tijuca.

Imporium: R. Vinicius de Moraes, 80- Ipanema. (tem outras filiais, mas essa é minha preferida)

Festival do Rio

Chegou outubro, o que significa que chegou a época do Festival do Rio! Centenas de filmes, de todos os cantos do mundo, nos cinemas do Rio de Janeiro. Aqui tem a lista (com sinopse) de todos os filmes do festival. Mas já aviso, pra quem não está acostumado com o festival: é muito improvável conseguir comprar ingresso na hora, então escolha os que quer ver, e compre antecipado, nem que seja no dia anterior. Eu, por exemplo, comprei todos os meus, que vou ver essa semana, ontem. Ta que acabei me ferrando porque sábado não vou poder ir e já havia comprado ingresso pra 2 filmes (aliás, quem quiser comprar meu ingresso pra “A irmã da sua irmã”, sábado, às 16h em Botafogo, me fale!), mas melhor perder dinheiro do que não conseguir entrar em um filme que você queria muito ver, isso pode estragar o dia de uma pessoa. Ah! Ingressos antecipados só no Espaço Sesc Rio, em Botafogo, em dinheiro ou cartão de débito.

Hoje foi meu primeiro dia de festival, e assisti um filme chamado “Electrick Children”, um filme de Rebecca Thomas, no Estação Ipanema.

Image

A sinopse do filme já é bem louca. Uma garota de 15 anos, que vive em uma comunidade fundamentalista, descobre uma fita de rock ‘n roll e se convence de que engravidou da voz que canta a música que ouve. Então, vai a Las Vegas atrás do pai da criança: a voz na fita. Sim, tem partes em que você não acredita no que ouve e vê, partes que se tornam muto engraçadas por causa disso. Mas, como disse minha amiga que viu o filme comigo, tudo torna-se crível quando você pensa de onde a menina vem: da tal comunidade fundamentalista, onde eles vivem como se estivessem vivendo no século passado, e com rígidas regras religiosas. Você até entende que Rachel, que nunca tinha sequer visto um gravador de fitas até o dia em que ouve a música nele, acredite que aquela voz a tenha engravidado. Até porque ela está realmente grávida!

O ritmo do filme é muito bom, e faz você rir ou prestar mais atenção nas horas certas. E Rachel, a protagonista, é impossível de não ser gostada. Sua inocência misturada com sua convicção e coragem são cativantes. A atriz, Julia Garner, é fantástica! Assim como Rory Culkin (sim, o irmão mais novo de Macaulay), que interpreta um menino que mora em Las Vegas. O filme é ótimo mesmo, te envolve totalmente e você não para de prestar atenção. Eu queria escrever mais e melhor sobre o filme, mas o sono me impede.

 

Roupa de Festival

 

Blusa da Zinzane, Colete rendado que foi presente da Lucilia.

 

 

Calça jeans da Renner.

Cordão de morango dado pelo namorado (da Fundição Filomena).

Pulseira feita pela amiga da minha mãe, Lilian Bastos. Mais produtos dela, nesse site.

Look do dia.

E hoje (na verdade, 6a feira, mas finge que usei essa roupa hoje) Livia está muito elegante. Com a calça legging de sempre (mas isso vai mudar, porque comprei uma nova), vestido comprado na Leader Magazine (ou na Renner, não lembro agora, só lembro que foi 19 reais! Ou seria 29?) e cabelo feito no dia. Não está uma chiqueza? E que pose graciosa!

 

 

Reparem no detalhe do cordão de pássaro no cordão dourado, já bem velhinho e saindo a cor (o cordão, não o pássaro). Que meigo! Ah! E é claro, reparem também nas unhas Puro Glamour da Colorama (sim, é o nome do esmalte), meio descascado. É muito estilo, gente!

 

 

E não podia deixar de falar dessa sapatilha linda (é sério, ela é linda demais) da Imporium. Apaixonante!

 

 

E foi essa a edição Look do Dia/Moda de hoje. Espero que tenham gostado.

Bye! 😉

Aquela velha questão…

Antes de tudo quero dizer que sim, acho sexo importante em uma relação de casal. Dito isso, preciso comentar minha falta de entendimento no quesito sexo ser mais importante que muita coisa primordial em uma relação, como parece acontecer hoje em dia. Explico e exemplifico.

Sexo NÃO É mais importante que carinho, aquele aconchego gostoso no colo do outro, ou até um carinho de forma verbal.

Sexo NÃO É mais importante que diálogo, mas diálogo verdadeiro, não só troca de palavras.

Sexo NÃO É mais importante que respeito.

Sexo NÃO É mais importante que gentileza.

Sexo NÃO É e nunca será mais importante que companheirismo.

Sexo NÃO É nem de longe mais importante que compreensão. Ou que apoio. Ou que sinceridade.

Ou seja, sexo NÃO É mais importante do que amor.

Infelizmente, muita gente cisma em insistir que é. Acha que, enquanto o sexo estiver maravilhoso, todo o resto pode ser esquecido, que é ele que importa de verdade. Aliás, eu não sei nem como o sexo pode ser maravilhoso se as outras coisas não estão em perfeita sincronia também. Mas dá pra entender como algumas pessoas conseguem ter um sexo fantástico sem carinho, gentileza, apoio, etc etc etc. É porque, pra elas, sexo é o mais importante! E daí tem ideias mirabolantes do que fazer na cama, pesquisam, se empenham em ter sucesso nessa arte- mas esquecem do resto. Todo o resto, que é tão simples. Não tô dizendo que seja fácil, estou dizendo que é simples. Porque são as coisas mais básicas. São o que dão suporte para uma união, os pilares de tudo. A base. Sem amor, sem confiança, sem respeito, como esperam que uma relação vá pra frente? Talvez seja exatamente por isso que muitas relações não vão. Pelo valor errôneo que dão às coisas.

Mas, como eu disse antes, não acho que sexo não seja importante. Não acho que as pessoas não tenham que se empenhar pra dar prazer pro seu par, pesquisar, e tudo isso que citei. Só acho que não deve ser só esse o foco. Enquanto for, as relações estão fadadas a dissolver no ar.

A palavra é sempre equilíbrio, não é?

 

Moda.

Sabe aqueles sites de moda, ou às vezes nem de moda são, que as meninas postam fotos todas meio modeletes com as roupas ultra chique de marca que elas vestiram no dia, porque é muito importante todo mundo saber disso? Resolvi fazer isso aqui também porque, né,  todo mundo se importa com o que eu visto (NOT!). Então vamos lá.

Manhã

 

Livia veste camisa Hering presente da amiga (obrigada, Vi!), calça jeans Renner ou C&A, botas tão velhas que não lembra onde comprou e a cara de boba veio com ela quando nasceu mesmo.

Noite

Livia veste modelito mais classudo. Camisa da Mafalda e casaco vermelho de Buenos Aires, legging de algum lugar, mesma bota do modelito acima.

E aí, gostaram? Acho que vou fazer isso a partir de agora. Tô vendo várias pessoas de blogs de moda reclamando já. Ah gente., é só brincadeira!

Beijocas!

Heróis

Às vezes, eu tenho medo de não adicionar nada à vida das pessoas. Não a todas as pessoas do mundo, todas as pessoas que passam por mim, mas principalmente as pessoas importantes. Família, namorado, família do namorado, amigos. Teve uma época que eu sabia que adicionava. Era quando muitos amigos me procuravam pra pedir conselho, tirar uma dúvida, ou simplesmente conversar. Essa foi uma época antes das vidas atarefadas, dos trabalhos de verdade e não só os da escola, antes da verdadeira falta de tempo. Agora, eu não sei. Não sei se faço diferença nem na vida dos que eu falo todo dia, como minha mãe, meu pai ou Raphael. Não sei se ajudo. Não sei se tenho palavras que digam algo.

Eu, como Augustus Waters (pra entender, leiam “A Culpa é das Estrelas”, do John Green. Vocês não vão se arrepender), nasci com a síndrome do heroísmo. Sabe quando você sente que só vai ter valor na sua existência se mudar o mundo de algum jeito? Nasci querendo mudar o mundo. Ajudar as pessoas, conscientizar todo mundo sobre as coisas importantes, cuidar do meio ambiente, essas coisas. Não sei se é mania de filha única que, por ser filha única, acha que pode fazer tudo já que todo mundo a sua volta diz isso, então eu cresci achando que podia transformar o mundo em algo melhor. E pra mim, essa é minha missão na Terra, ajudar a melhorar o mundo. E isso inclui, obviamente, ajudar e fazer diferença na vida das pessoas que convivem comigo. Não quero ser só mais uma pessoa que não adiciona nada, como muitos que existem por aí.

Só que tem um problema com a “vida adulta”. Com ela, você começa a ter muito mais problemas e tem que pensar em como solucioná-los. Você tem uma vida pra começar, e todas essas coisas que já escrevi aqui milhões de vezes. Com isso, você começa a pensar muito mais em você. E esquece um pouco dos outros. E esquecendo um pouco que seja dos outros, minha tarefa não é cumprida. E eu fico com esse medo constante de não estar acrescentando nada na vida de ninguém. Claro que isso parece ser mai forte quando os amigos não ligam, não mandam mensagens, e-mails e tudo isso, porque isso quer dizer que você não faz falta. E também quando as pessoas começam a ficar um pouco mais frias com você. Mas minha vontade de fazer a diferença mão muda, não importa a frieza das pessoas.

Bem, isso tudo pra dizer que eu espero enormemente fazer alguma diferença na sua vida, se você convive comigo. Se eu não fizer, me avise, que eu tentarei ao máximo fazer, e ajudar, e ser legal, e tudo o mais.

E também quero aproveitar a todos que tem esse complexo de herói e tentar mudar o mundo. Vocês não fazem ideia de como são importantes só por tentar.

Buenos Aires!

Não dá certo ficar vendo blogs e mais blogs sobre um lugar quando quem vai estar no comando da viagem não é você. Como já fui a Buenos Aires 2 vezes, deixei o namorado escolher o que ele quer fazer, já que ele nunca foi. Claro que tem coisas que aind não fiz e quero fazer, como uma visita guiada ao Palacio Barolo (palácio construído baseado na Divina Comédia, de Dante- se quiser conhecer, só clicar aqui . Ou voltar a lugares que sou apaixonada, como o Jardín Japonés. Mas, no geral, ele que vai decidir onde quer ir ou o que quer fazer.

Vou dizer, pra uma pessoa que adora roteirizar cada parte da sua viagem, isso é uma tarefa muito difícil. Me pego entrando em blogs, sites, lendo reportagens e pensando “ah, quero ir aqui, e aqui, e no dia seguinte podia fazer isso”. E anoto milhões de lugares legais pra ir- principalmente pra comer. Sabe essas pessoas que vão pra uma viagem sem um roteiro prévio e deixam a cidade os levar, aproveitando o que encontram pelo caminho? Não sou nem um pouco assim!

Claro que não programo 100% da viagem. Claro que, se aparecer algo diferente, algo inesperado, vou ver e sair do meu roteiro. Não tenho problema em desviar da minha programação. O que me deixa nervosa é ir sem programação nenhuma. Da primeira vez que fui, a amiga que viajou comigo deixou tudo na minha mão, pra eu organizar tudo. Eu fiz uma lista imensa de todos os lugares que queria ir, depois de ler um livro que comprei e vários sites. Da segunda vez, que eu já conhecia a cidade, você acha que fiz diferente? E olha que eu nem tava indo pra turistar, tava indo pra estudar. Mas enfim, essa sou eu, preciso ter um roteiro na hora de viajar- mesmo que for sair totalmente dele quando chegar no meu destino.

Por isso, tá sendo muito, muito, muito difícil pra mim fazer essa viagem livre, leve e solta, sem me preocupar em programar. O que a gente não faz por amor…

Mas se você vai pra Buenos Aires e quer programar tudo que vai fazer lá, tem alguns sites que são muito legais, de uma galera que mora lá, que vale a pena ler. Tem muitas dicas legais!E o legal é que são sugestões de gente que mora lá, então são coisas que nem sempre os turistas fazem.

http://myvillacrespo.com/ – Esse é meu atual xodó. É o blog de uma baiana que foi pra Buenos Aires passar um tempo, acabou se apaixonando (pela cidade e de verdade), casou, e abriu uma bed and breakfast lá. O estilo de escrita dela é muito natural e gostoso de ler, o blog é visualmente leve, e tem muitas dicas legais de coisas pra se ver e fazer na cidade.

http://aliembuenosaires.wordpress.com/ – dos blogs que achei, é o mais novo. Mas já tem bastante coisa legal, e muita coisa que é importante saber quando se vai pra Buenos Aires, seja pra conhecer ou pra morar, como os melhores lugares pra trocar dinheiro e até como tirar o DNI para morar ou trabalhar na Argentina.

http://airesbuenosblog.com/ – Bem cheio de coisas e dicas, adorei o post sobre as sorveterias, uma das melhores atrações de Buenos Aires.

http://buenosairesdreams.blogspot.com.br/ – vale a pena pelas fotos lindas.

http://www.secretosdebuenosaires.com/ – Sobre os lugares escondidos de Buenos Aires que ninguém presta muita atenção- principalmente turistas.

Conto encomendado

Olá olá!

Venho hoje com um conto encomendado. O que?, você me pergunta. Explico.

A Dani, do blog Dani-se ( http://queroquesedani.blogspot.com.br/ , entrem, ela escreve coisas bem legais!) me escolheu pra escrever um continho baseado em uma música. Aproveitei que tava ha uns bons dias (se não meses) tentando escrever algo baseado em uma certa música (não vou dizer qual é porque a graça é vocês adivinharem em qual música o conto foi baseado lendo ele) e escrevi esse que está aí abaixo.

Dani também fez o dela. Vão no blog pra ler!

Eis o meu conto…

Seus olhos, sempre tão calmos e tranquilos, sempre tão serenos e inocentes, me olhavam com uma lascívia nunca antes vista. Nunca antes percebida por mim. Pra mim, ela sempre foi a menina quieta e tímida, que fazia tudo certo, perfeitinha. Naqueles olhos, porém, naquele momento, tudo menos timidez. Tudo menos o correto. Tudo menos inocência.

Ela sabia que eu ia entrar. Ela me chamou. Ainda assim, quando entrei, tudo que vi foram suas costas seminuas. O fecho do sutiã era tudo que se via. Não sei se é instinto masculino, mas a urgência de correr e abrir aquele fecho me veio como um golpe. Resisti. Não conseguiria me mover mesmo. Então fiquei ali, parado na porta, esperando. Olhando aquela cena que nunca imaginei um dia acontecer. Não com ela.

Ela se virou. Aqueles olhos famintos e ainda eu não podia acreditar. Ela não era assim, não era o que todos me diziam? “Ela? Uma santa.” Seria sonho?

Eu não a ouvi. Ela falava mas meus pensamentos calavam cada palavra. Ela agia naturalmente, como se não estivesse parcialmente nua, como se nada estivesse acontecendo. Normal. Eu, ainda paralisado, um passo além da porta, incrédulo. Surpreso. Hipnotizado.

Ela, se movendo naturalmente. Eu, paralisado. Ela, andando em minha direção. Eu, paralisado. Ela, olhos lascivos. Eu, paralisado. Ela, parando na minha frente. Eu, paralisado. Ela, colocando as mãos pra trás do corpo. Eu, paralisado. Ela, tirando o sutiã. 

Eu…

 

 

Chamei seu nome. Ele demorou pra vir. Estava escrevendo no computador, como todos os dias, os óculos na boca. Sexy.  Inteligente. Inteligência é sexy. 

Eu sabia que não teria ninguém em casa. Sábado à noite, todos saem. Menos ele. Então chamei. Eu não aguentava mais. Essa encenação de fingir ser quem não sou o tempo inteiro, não dava mais. Eu precisava agir.

Ele entrou, minutos depois, eu pude ouvir. E pude ouví-lo parando na porta. Surpreso. Deu pra sentir no seu silêncio. Sorri, mesmo que ele não pudesse ver. Tudo que ele podia ver eram minhas costas. Nuas. Ou quase isso. O que era ainda melhor. Eu sabia que aquela última peça de roupa o atiçaria bem mais do que se eu estivesse sem nada. 

Falei. Qualquer besteira, eu sabia que ele não iria ouvir. Mas eu ouvi, sua respiração, cada vez mais ofegante. Ele estava chegando no ponto que eu queria. Por isso me virei. E vi em seu rosto tudo que sabia que veria: surpresa, admiração, confusão. E então eu quis mais. E andei. Andei até ele. Ele não se movia, não se moveu até meu corpo estar quase colado ao dele. Seus olhos, porém, abriam a cada passo que eu dava. Melhor coisa de todos acharem que sou inocente é a reação delas quando vêem que na verdade…

Parei bem na frente dele. Olhando em seus olhos, tirei a peça que me cobria o corpo. Ele gostou, pude sentir. E então, alcancei a porta e dei um leve empurrão.

Porta fechada.

 

Baseado em:

http://www.youtube.com/watch?v=fxsNwkMzpmk